Instituição reformulou a área de RH apostando na Escola de Líderes para melhorar a gestão de pessoas

Criada em 1998, a ANP – Agência Nacional do Petróleo –, percebeu que era hora de inovar e remodelar a área de gestão de pessoas da empresa. Em 2013, com a saída de dois profissionais que ocupavam cargos estratégicos no RH, percebeu-se que não havia nenhum sucessor pronto para assumir a área. O investimento para implantar a estratégia foi de cerca de três milhões de reais e o resultado foi de 20% dos líderes dentro do quadro de desempenho desejado.

Foi quebrando paradigmas que a ANP criou um mapeamento estratégico para transformar seus líderes em gestores.  A organização pública saiu de um cenário em que as atividades eram demandadas por um único setor, o Departamento Pessoal, para uma preparação da Gestão de Pessoas em todas as áreas da instituição. Mas, foi verificado que não bastava apenas uma mudança na área de Recursos Humanos, era necessário o gestor de cada área entender seu papel e mostrar os resultados. Para isso, eles precisavam de treinamento.

Outro fator primordial para a mudança foi o desgaste entre colaboradores e a corporação e como isso estava afetando os resultados. O maior desafio, para Gualter Lemos, superintendente adjunto de gestão de pessoas da ANP, era desmilitarizar alguns princípios da empresa em que era preciso “proteger” servidores públicos.

Dentro dessa emblemática foi fundamental gerar normas para que esses servidores não pudessem usufruir de vantagens. Criou-se um modelo de gestão no qual líderes deveriam se recriar e estar alinhados à cultura da instituição. A partir disso, foi construída uma nova política pública, que servia para dar transparência em conceitos, orientar gestores e desenvolver na prática a administração de gestão de pessoas.

ESCOLA DE LÍDERES

Dessa forma, apareceram dois objetivos: contar com líderes preparados e que dispusessem de competências necessárias para a estratégia. Foi nessa hora que a Escola de Líderes foi implantada. Em um primeiro momento, o curso tinha carga horária de 200 horas e falava sobre Gestão de Pessoas. Atualmente, a escola conta com três módulos: no primeiro, os líderes se reconhecem como um líder, de fato. No segundo módulo, o trabalho é feito para alcançar um gerenciamento mais humano: a diferença entre líderes e chefes. O terceiro módulo conta com vídeos em que são trabalhadas as competências de liderança, execução, estratégia e o resultado.

No final de cada ano é feito um quadro de desempenho em que são avaliados parâmetros como gestão de liderança, comunicação de equipe, gestão, planejamento e inovação. Em 2015, 20% dos líderes chegaram a um rendimento satisfatório. Segundo Lemos, entre os resultados está uma melhor gestão, “criamos uma padronização na justiça muito mais forte do que no passado e tornamos a gestão pública mais profissional”.

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